O UFC 331, evento disputado em Los Angeles na noite deste sábado (19), prometia dar fim a uma longa espera do público brasileiro. Tinha a disputa pelo cinturão entre o brasileiro Alexandre Pantoja e Joshua Van e um dos maiores desafios para Maurício Ruffy, um dos maiores strikes da categoria. Mas o que se viu, na prática, foi um choque de realidade para boa parte dos nossos representantes. Na co-luta principal, Maurício Ruffy encarou Arman Tsarukyan em um confronto que poderia colocar o vencedor muito perto de uma disputa pelo cinturão dos leves. O brasileiro começou competitivo e mostrou boa defesa de quedas diante de um dos melhores grapplers da categoria. Tsarukyan, porém, conseguiu pressionar Ruffy contra a grade nos segundos finais do primeiro round. Foi justamente ali que encontrou o golpe decisivo: uma cotovelada derrubou o brasileiro e encerrou a luta aos 4min56s, quando faltavam apenas quatro segundos para o fim do assalto. Com a vitória, Tsarukyan chegou ao sexto triunfo consecutivo e reforçou sua posição entre os principais nomes dos leves. O armênio agora mira uma disputa pelo cinturão que está nas mãos de Justin Gaethje. Mas a maior expectativa brasileira estava na luta principal. Alexandre Pantoja reencontrou Joshua Van valendo o cinturão dos moscas. O duelo carregava uma história mal resolvida desde o primeiro encontro, no UFC 323, quando Pantoja sofreu uma lesão no cotovelo com apenas 26 segundos de combate e perdeu o título para Van. Desta vez, Pantoja começou disposto a mostrar que a história poderia ser diferente. O brasileiro pressionou, conseguiu quedas e teve bons momentos no início da luta. Só que Van foi crescendo conforme os rounds passaram. O campeão encontrou seu ritmo na trocação, passou a conectar os melhores golpes e conseguiu neutralizar boa parte das tentativas de Pantoja. No quinto round, Van ainda conseguiu um knockdown que ajudou a sacramentar sua atuação. Após os cinco assaltos, vitória de Joshua Van por decisão unânime, com cartões de 49-46, 48-47 e 50-45. Se no primeiro encontro ficou a frustração de uma luta interrompida precocemente pela lesão, desta vez os dois tiveram 25 minutos para resolver a história dentro do octógono. E Joshua Van mostrou que talvez seja ainda melhor do que muita gente imaginava. Mas teve brasileiro brilhando no card principal. Patrício Pitbull enfrentou o sul-coreano Doo Ho Choi e conseguiu uma vitória contundente. O ex-campeão de duas categorias do Bellator apostou no boxe, encontrou o adversário com a mão direita, conseguiu o knockdown e partiu para definir no ground and pound. O árbitro interrompeu o combate aos 3min28s do primeiro round. Foi uma vitória importante para Pitbull, que chegou ao UFC cercado de expectativa, mas vinha de uma trajetória irregular na organização. Depois do resultado, o brasileiro aproveitou o microfone para desafiar Jean Silva. E ele não foi o único brasileiro a vencer na noite. No card preliminar, Joanderson Brito nocauteou Giga Chikadze aos 1min56s do primeiro round, enquanto Ryan Gandra também venceu por nocaute, superando Ozzy Diaz aos 2min04s. Por outro lado, Brunno Ferreira e Eduarda Ronda saíram derrotados. Outro brasileiro que deveria estar no UFC 331 nem chegou ao octógono. Renato Moicano enfrentaria Brian Ortega em uma revanche do duelo realizado em 2017, mas Ortega sofreu uma lesão e deixou o card. A luta acabou cancelada pela segunda vez. No fim, o UFC 331 que tinha tudo para ser uma grande noite brasileira terminou dividido entre alguns nocautes para comemorar e duas derrotas pesadas justamente nos confrontos de maior destaque. Ruffy viu a chance de se aproximar do cinturão escapar a apenas quatro segundos do fim do primeiro round. Pantoja teve cinco rounds para tentar recuperar o título, mas encontrou um Joshua Van mais eficiente e voltou para casa sem o cinturão. Para o Brasil, restaram as vitórias de Patrício Pitbull, Joanderson Brito e Ryan Gandra e a certeza de que ainda teremos muita história pela frente dentro do octógono. OSS! 🥋✅Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
























