Com uma grande oferta de energia renovável e uma demanda crescente de processamento de dados, a região Nordeste tem avançado como um forte polo de data centers no Brasil e deve liderar o crescimento da economia brasileira na próxima década. O cenário amplia a presença do setor para além do eixo Rio-São Paulo. Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (16), o especialista em tecnologia João Victor Archegas destaca a vantagem estratégica que a matriz elétrica renovável oferece ao Brasil. O Nordeste, em especial o estado do Ceará, ainda possui uma segunda vantagem — a infraestrutura de cabos submarinos que conecta a internet brasileira com o restante do mundo. “Em Fortaleza, a gente tem 16 sistemas de cabos submarinos saindo da Praia do Futuro, indo até os Estados Unidos, Caribe, África, Europa e dali em direção à Ásia e outras regiões do planeta. Você tem uma baixa latência com esses dados que vão ser transmitidos para esses data centers, processados, armazenados, em especial se for um data center para treinamento de modelos de inteligência artificial. Está aí o mercado no qual o Brasil pode se posicionar estrategicamente”, diz Archegas. Ainda assim, ele aponta que, entre os principais desafios para a implantação dessa infraestrutura tecnológica, está acertar o pacote de incentivos às operadoras de data centers. Com o Redata (regime especial de tributação de serviços de data centers) em vigor, porém, também são esperados grandes incentivos do setor no mercado e nas universidades brasileiras.“A gente tem que começar a pensar um pouco melhor sobre esse pacote de incentivos para garantir que o Brasil seja um hub de data centers que vai agregar valor para o mercado interno e não apenas servir ali como um espaço para a construção de uma infraestrutura que só serve a interesses estrangeiros”, conclui o especialista.Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!






