Igor Gadelha

Em 2023, o então ministro do Fazenda, Fernando Haddad disse que governo Bolsonaro havia desonerado combustíveis por questão eleitoral

Gustavo Zucchi

12/10/2026 07:00

Divulgação/ Globo - Bob Paulino

O corte de impostos sobre combustíveis com o objetivo de obter ganhos eleitorais já foi alvo de críticas de Fernando Haddad. Na ocasião, porém, o alvo não era a atual medida adotada por Lula, mas a desoneração promovida pelo governo Bolsonaro.

Em fevereiro de 2023, cerca de dois meses após assumir o Ministério da Fazenda, Haddad foi às redes sociais avisar que iria reonerar os combustíveis, já que as medidas adotadas por Bolsonaro comprometiam a sustentabilidade fiscal.

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Fernando Haddad (PT) vota em Moema, na zona sul de São Paulo
Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando Haddad
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Fernando Haddad
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Fernando Haddad
Reprodução/Campanha Fernando Haddad
“Precisamos recompor as receitas que foram prejudicadas pelo governo anterior ao tentar reverter o quadro das eleições com medidas demagógicas que comprometeram muito a sustentabilidade fiscal do Brasil para 2023”, disse o então recém-empossado ministro da Fazenda.
Na ocasião, Haddad afirmou que manteria a desoneração do óleo diesel e do combustível de aviação. Já o etanol e a gasolina voltariam a ser tributados, com a retomada de impostos de R$ 0,02 e R$ 0,47 por litro, respectivamente.
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“Com a redução de R$ 0,13 pela Petrobras, o cidadão vai sentir o reajuste da gasolina em R$ 0,34”, completou.
Lula desonera combustíveis
Na sexta-feira (9/10), a 16 dias do segundo turno das eleições, o governo Lula anunciou um pacote com quatro medidas para conter a alta dos combustíveis. A principal delas é zerar os impostos federais sobre a gasolina.
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Ao todo, o Tesouro abrirá mão de cerca de R$ 5,2 bilhões por mês. Desse total, R$ 2,8 bilhões correspondem à gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.


