A campanha do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), se posicionou de maneira contrária à análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identificou fake news no canal Exército do Lula no WhatsApp.De acordo com a equipe do presidenciável, as postagens apagadas no grupo dificultaram a análise da Corte Eleitoral no apontamento de irregularidades e produção de notícias falsas. Leia também Minas Gerais“Exército do Lula”: Flávio pede ao TSE suspensão do canal de Janones Manoela AlcântaraÁrea técnica do TSE não vê fake news em canal “Exército do Lula” Minas GeraisCanal bate 3,7 milhões e Janones agradece Flávio após decisão do TSE Demétrio VecchioliFlávio Bolsonaro entra com mais um pedido no TSE contra Janones “O canal de WhatsApp “Exército do Lula” utilizado para difusão em massa também de conteúdo abertamente desinformativo conservava a estratégia de apagar sistematicamente comandos e os conteúdos disparados, justamente para inviabilizar o controle tanto pela Plataforma, como pelo Tribunal Superior Eleitoral”, afirma a campanha do senador.Uma análise técnica elaborada pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, a pedido do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, não identificou a veiculação de notícias falsas específicas no canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).A análise ocorreu após determinação de Marques para que a assessoria informasse “se identificou a circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes àqueles examinados nestes autos, inclusive em outros canais e plataformas digitais, bem como eventual atuação coordenada destinada à sua disseminação”.3 imagensFechar modal.1 de 3Canal criado por JanonesReprodução/WhatsApp2 de 3André Janones e LulaReprodução/Facebook/André Janones3 de 3Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno das eleições presidenciaisBRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoO ministro chegou a determinar a derrubada do canal nesse domingo (11/10), mas uma decisão do corregedor-geral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o funcionamento e determinou que o caso deve ser analisado no plenário da Corte.Embora rejeite os apontamentos feitos pela campanha, o parecer elaborado pelo TSE ressalva que parte do conteúdo foi apagada antes da checagem pública e que não foi possível transcrever integralmente os vídeos vinculados às postagens, em razão da urgência da consulta solicitada por Marques. Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro atribui a essa limitação o prejuízo à análise.No documento, a equipe do senador ainda pontua razões pelas quais veem irregularidades no canal. “Outro comportamento que favorece a burla de todos os mecanismos de controle é o de não digitar, escrever, conteúdos desinformativos”, pontua.Janones escreve, digita, apenas o comando: “EXPLODAM”, “COMPARTILHEM” e associa o comando a links de mídias. Isso dificulta o controle daquilo que está sendo disseminado. O falso está no link, e não no comando”, avaliam.Em meio à repercussão do caso, Janones usou as redes sociais para agradecer Flávio Bolsonaro pelo alcance da plataforma. “O agradecimento é ao senador Flávio Bolsonaro e eu vou explicar o porquê. O crescimento do nosso canal tinha diminuído bastante. A gente, que já chegou a crescer 50, 60 mil pessoas por hora, estava crescendo cerca de 20, 15 mil pessoas por hora”, disse.













