Moema Cavalcanti (Recife, 29 de junho de 1942) é uma Capista, Aderecista, Atriz, Cenógrafa, Designer gráfica e Figurinista brasileira. Recebeu alguns Prêmio Jabuti por seus trabalhos.

Carreira Moema Cavalcanti iniciou sua formação em 1960, ao ingressar nos cursos de pedagogia e de professorado de desenho na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nesse período, ao assistir a palestras na Faculdade de Arquitetura, teve seus primeiros contatos com o design e com nomes relevantes da área, como Aloísio Magalhães e Alexandre Wollner. Paralelamente, envolveu-se com o Teatro Popular do Nordeste (TPN), atuando como atriz, cenógrafa e figurinista. Ainda na década de 1960, passou a se interessar por capas de livros e pela produção gráfica, influenciada por trabalhos de Eugênio Hirsch, pelo Gráfico Amador e pelas ilustrações de Francisco Brennand. Em 1968, mudou-se para São Paulo, onde iniciou sua trajetória profissional na Editora Abril como assistente de arte, sendo promovida, em 1970, a diretora de arte da Abril Educação. Em 1974, assumiu a criação visual da Revista do Livro, consolidando sua inserção no campo editorial. A partir de 1975, passou a atuar de forma independente, com foco no design editorial e, especialmente, na criação de capas de livros, área na qual se firmou ao longo das décadas seguintes. Entre 1980 e 1988, exerceu a função de diretora de arte da revista da Fiesp e, ao final dos anos 1980, trabalhou na Editora Globo. Em meados da década de 1980, sua atuação se conectou à renovação do mercado editorial brasileiro impulsionada pela fundação da Companhia das Letras, integrando uma geração de designers que redefiniu o projeto gráfico de livros no país. Nos anos 1990, acompanhou a transição dos processos analógicos para o digital, incorporando novas tecnologias sem abandonar procedimentos manuais em seu trabalho. Em 1994, desenvolveu a identidade visual dos eventos paralelos à Feira do Livro de Frankfurt dedicada ao Brasil e, desde 1997, dirige o estúdio Desenho Gráfico, em parceria com Silvia Massaro. Ao longo da carreira, produziu mais de 1.400 capas para importantes editoras, recebeu diversos Prêmios Jabuti, foi indicada em 1996 ao International Book Award da Unesco e, em 2000, teve sua obra destacada na exposição “Moema Cavalcanti: 800 Capas”, realizada pela ADG. É a designer de mais capas de livros no Brasil: 1.800. Uma de suas estratégias de criação são "citações de saberes femininos ancestrais que ela tanto admirava e que aprendeu com sua mãe".

Vida pessoal Moema tem uma tradição própria chamada "presentinhos de domingo": mensagens despretensiosas que presenteia aos amigos.

Prêmios 1991 - Prêmio Jabuti, na categoria Capa, por O Desejo 2008 - Prêmio Jabuti, na categoria Capa, por Ensaios sobre o Medo

Obras selecionadas

Espetáculos Fonte:

A Revolta dos Brinquedos A Volta do Camaleão Alface Estórias do Mato. A Afilhada de Nossa Senhora da Conceição Estórias do Mato. A Incelença

Exposições Fonte:

1972 - O Fotógrafo Desconhecido 1993 - 3o Studio Internacional de Tecnologias de Imagem 1996 - Ex Libris/Home Page 1996 - Mulheres Artistas no Acervo do MAC

Referências